Revista Criança Cidadã - Matérias

Professor e aluno ABCC

Edição 26 - Maio/Agosto 2018

Anderson Felipe
O amor pelo judô vem desde cedo na vida do professor da ABCC Anderson Felipe, 32. O interesse pelo esporte apareceu aos seis anos de idade, enquanto assistia aos treinamentos do irmão mais velho. “Com seis anos, não havia turma para eu treinar. Eram todos grandes e o professor não aceitava. Um ano depois, surgiu o judô na escola onde eu estudava. Desde então, pratico”, revela. Foi na adolescência – aos 16 anos – que descobriu o jeito para ser professor. “Eu venho de um colégio chamado Assis Chateaubriand, onde eu competia, treinava e o professor Jonas Nascimento me preparou para que eu ministrasse algumas aulas e fosse estagiário dele. Isso despertou em mim espírito de competição e responsabilidade”, explica. Em 2006, após 13 anos de prática, Anderson conquistou a tão almejada faixa preta, último nível técnico da modalidade. No mesmo ano, foi campeão pernambucano – categoria Júnior, até 73 kg – e vice regional, quando competiu “com um dedo quebrado”, como faz questão de ressaltar. O convite para tocar o incipiente Programa de Judô da ABCC surgiu em dezembro de 2014. De lá para cá, uma trajetória vitoriosa foi construída, com a formação de vários atletas, alguns deles campeões regionais e estaduais. Muito do sucesso se deve a sua condução. Só em 2017, 105 alunos foram instruídos. Nas horas vagas, o hobby de Anderson é participar de corrida e jogar futebol, além de torcer pelo Sport Club do Recife: “Acho que você já nasce rubro-negro. Graças a Deus, nasci numa família de rubro-negros (risos).” O professor judoca espera seguir formando campeões dentro e fora do tatame. “Estamos trabalhando para ultrapassar essa barreira do Regional, para buscar a medalha do Brasileiro. Além disso, que nossos atletas tenham uma base aqui que eles levem para a vida. A gente treina os nossos alunos para serem melhores que a gente. É como os pais, que querem que os filhos sejam melhores”, conclui. (HN)

Gabriel Luiz
“Chegar numa Olimpíada, vencer, viajar pelo Brasil competindo e ganhando medalhas.” Este é o sonho de Gabriel Luiz, 16, um dos alunos de judô da Associação Beneficente Criança Cidadã. Desde 2014 no projeto, o jovem está entre os atletas que mais se destacaram em competições representando a ABCC: já subiu nove vezes ao pódio de campeonatos estaduais, conquistou a medalha de ouro no Troféu Luiz da Mota, em 2015, e disputou o último campeonato brasileiro, em Lauro de Freitas (BA), em 02/06. Tudo começou, porém, com aulas de música. “Conheci a ABCC através da minha mãe, que queria me colocar no projeto para que eu passasse o tempo, por ter esportes. Ela falava que eu aprenderia muito. De início, eu estava tendo aulas de violoncelo, aí o professor Anderson me chamou para ter aulas de judô. Isso, ainda em 2014. No começo, eu estava distante, mas conforme o tempo foi passando, ele me ajudou a gostar e eu fui me aprimorando no tatame”, comenta. Gabriel Luiz conta que o reforço escolar da ABCC o ajudou a evoluir no aprendizado da escola onde estuda, na Torre. “O projeto me ajudou muito em Matemática e em Português, e a aprender algumas questões da língua”, pontua. Em 2016 e 2017, Gabriel teve novas experiências dentro do esporte ao disputar a fase regional do Campeonato Brasileiro de Judô, categoria sub-18 meio leve (até 60 kg). O êxito obtido nas disputas o tem feito projetar uma carreira na modalidade. “Pretendo seguir no judô e lá na frente dar aula, assim como o professor Anderson”, diz, em referência ao mestre que costuma auxiliar nas aulas ministradas aos demais alunos. Nas horas vagas, a música e o futebol são os hobbies favoritos. “Eu curto ouvir rap, música eletrônica e um pouco de hip hop. Gosto de jogar bola, correr e me divertir conversando com os colegas”, pontua. Ainda este ano, Gabriel Luiz almeja novas vitórias. “Vou lutar para conquistar o Campeonato Pernambucano, o Regional e para ser convocado para disputar competições nacionais”, projeta. (HN)

Confira outras edições