Revista Criança Cidadã - Matérias

Alunos OCC

Edição 26 - Maio/Agosto 2018

Eduardo Silva
Tendo ingressado na Orquestra Criança Cidadã em 2006, na inauguração do projeto, Eduardo Silva do Amparo assumiu o posto de spalla da Orquestra Jovem no começo de 2018. Até dezembro, a função era ocupada por Yuri Tavares, que hoje, está na Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (OSJPB). Além de ser o instrumentista de mais responsabilidade da OCC, Eduardo é monitor no Núcleo do Ipojuca desde maio de 2017, onde, nos turnos da manhã e da tarde, dá aula a 25 adolescentes. “Eu me transformo quando estou dentro da sala. Gosto muito de dar aula e de passar tudo aquilo que aprendi. Fico muito feliz quando vejo que estou fazendo com que os alunos evoluam”, conta. Como spalla, Eduardo tem a função de fazer a afinação da orquestra e de ensaiar o naipe dos violinos. “Quando o maestro veio conversar comigo, após os testes anuais de dezembro, e saber se eu aceitava o posto, fiquei surpreso. Fiquei muito feliz e aceitei a proposta, porque nunca nego os desafios que a vida me propõe”, relata. Além de se inspirar em violinistas famosos, como Maxim Vengerov, de quem assiste a vídeos no Youtube, o jovem admira o maestro da OCC Nilson Galvão Jr. que, para ele, é um profissional de boa personalidade, além de ser um “ótimo maestro”. Para o futuro, Eduardo espera concluir o Ensino Médio e ingressar no curso de Música na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Após o trabalho, Eduardo vai à escola, no turno da noite, onde cursa o primeiro ano do Ensino Médio. Atualmente, o músico mora só e, graças ao emprego de monitor, conseguiu ter independência financeira: “Antes eu morava com minha família, mas hoje já consigo me manter sozinho, por causa do emprego que tenho”. Na Orquestra, Eduardo considera as viagens as melhores lembranças que tem do projeto. “Além da família que eu formei aqui, os momentos mais especiais para mim foram durante as viagens e quando solei”, relembra. (PP)

Artur Cunha
Da Orquestra C para a Orquestra A. Esse foi o caminho que Artur Cunha, 16, fez no Ipojuca, em menos de dois anos de estudo. Desde o início deste ano no principal grupo da Orquestra, o aluno se diz honrado pela trajetória. “Segui a orientação dos meus professores, para me esforçar nas férias, tanto que só descansei dois dias”, comenta. Quando as provas chegaram, ele se surpreendeu com a nota 10 e a possibilidade do teste para chefe de naipe: “Já fiquei feliz na Orquestra A, mas fiz por experiência a prova para ser chefe dos violoncelos; na próxima, irei com tudo, pois passei a almejar isso”. Artur, que se classifica como sedento aprendiz, não só na música, mas em outras áreas da vida, também sabe tocar caixa, trombone de pisto e trombone de vara. Com o último, participa atualmente da Banda Marcial José Luiz Nogueira e, na igreja que frequenta, já dá aulas do instrumento. “Desde muito pequeno, queria tocar algo, vivia apaixonado por bandas marciais; aí, aos 11 anos, comecei a me apresentar nos desfiles cívicos”, lembra. Mesmo com a paixão especial pelos sopros, Artur garante que o violoncelo conquistou sua preferência e pretende seguir a carreira musical com ele. O violoncelista também é um dos integrantes do embrionário grupo de percussão da Orquestra de Camela. A depender da apresentação, é convocado para a função pelo maestro Márcio Pereira. “No violoncelo, consigo expressar melhor o que estou sentindo naquele momento, mas gosto de tocar na percussão também”, diferencia. Participar dessa seção da Revista pela indicação do maestro, foi uma surpresa para ele: “Fiquei mais ‘besta’ ainda, não sabia que foi ele”. Aliás, o aluno já consegue fazer um balanço do que a Orquestra significa em sua vida: “Com a Orquestra, fiz coisas que jamais imaginei, como pisar no Teatro de Santa Isabel, onde tantas pessoas importantes já passaram e se apresentaram, fazendo história”. Que o jovem músico continue desbravando o mundo dos sopros, das cordas, da percussão ou de onde quiser chegar. (TF)

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