Revista Criança Cidadã - Matérias

Professores OCC

Edição 26 - Maio/Agosto 2018

Angélica Freitas
Com 11 anos de atuação na Orquestra Criança Cidadã, a professora de violoncelo Angélica Freitas, 33, tem se renovado e se preparado para ensinar melhor aos alunos do projeto. “Atualmente, eu faço uma especialização na UFPE em Pedagogia do Ensino e estou feliz em aprender novas pedagogias, novas maneiras de enxergar a prática do ensino”, conta a docente, que dedica os sábados para suas aulas de pós-graduação. Neste ano na OCC, Angélica ensina a 10 alunos mais antigos, além dos novatos, em aulas individuais e em grupo. Para ela, é sempre bom quando há novos alunos, porque há uma renovação das energias e, também, a possibilidade de ensinar alguém do zero. Durante a entrevista, Angélica explicou que, com o passar do tempo, sua maneira de ensinar foi sendo aperfeiçoada: “Eu tenho deixado as aulas mais divertidas, melhorado a questão da expressão verbal e corporal. É muito bom ver que existe um mundo completamente desconhecido para se descobrir e aprender mais”. A violoncelista também contou que há alguns meses recebeu a visita de um antigo aluno da Orquestra, Inaldo José, que queria saber sobre um exercício pedagógico que ela estava adotando para os novatos. Ela explicou a metodologia que estava sendo usada e o jovem disse que não conhecia esse modo de aprender e que gostaria de também de ter sido ensinado dessa maneira. “Eu respondi a ele que na época eu não conhecia esse método de ensinar, mas com o tempo a gente vai amadurecendo e criando a nossa própria pedagogia, para passar para eles o melhor jeito de se aprender o instrumento”, afirmou. Em agosto deste ano, a violoncelista apresenta o trabalho de conclusão de curso da especialização sobre as aplicações do método Suzuki no Brasil, orientado pela violinista Paula Bujes. Além da OCC e da pós-graduação, Angélica está dando aulas de violoncelo no Conservatório Pernambucano de Música desde abril. (PP)

Claudenísio Mendes
Proveniente de uma família com outros músicos, Claudenísio Mendes, 38, é o responsável pelos contrabaixos no Ipojuca desde 2014. O DNA musical está presente, por exemplo, no tio Mário Mendes, violinista da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR). “Comecei o contato com a música ao lado do meu primo, Mário Vitor [professor de violino no Núcleo do Coque], no Conservatório Pernambucano de Música [CPM]”, lembra o contrabaixista. Sua intenção com a música, no início dos estudos, era preencher o tempo livre. À época, Claudenísio, com 19 anos, queria mesmo era o piano, mas, por falta de vaga na turma, ficou estudando apenas teoria musical, de 1999 a 2000. A espera parece ter valido para que conhecesse o “violino grandão”, como chamou o contrabaixo pela primeira vez: “Se bem me lembro, foi durante a ‘Segunda Musical’ do CPM, numa apresentação de um quinteto francês, com um solo do contrabaixo”. Imediatamente, ele pediu para entrar na turma do instrumento, e se formou em 2009. Como músico, participou de diversos festivais de renome nacional e, até o ano passado, integrou a equipe do espetáculo recifense Baile do Menino Deus, após 10 anos de apresentações. Seu momento mais marcante, sobretudo, foi com a Orquestra Experimental do Recife, em 2009, quando representou o Brasil em um evento na embaixada do país no Timor-Leste. Uma curiosidade sobre Mendes é que ele gostaria de ser músico de ópera: “Nunca pensei em seguir à docência, sempre pensei em tocar em orquestras; agora, é algo muito forte para mim. Ensinar é sensacional”. As conquistas dos seus alunos são comemoradas com fervor. “Sei que muitos não serão músicos, mas sempre digo que usem o projeto da melhor forma, é o que vejo atualmente com Denise, cursando Publicidade e Propaganda, através de bolsa pelo vínculo com a Orquestra”. A dedicação com os objetivos é um norte das aulas dele com os alunos: “A gente está aqui para criar sonhos, ou melhor, realizá-los”. (TF)

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