Revista Criança Cidadã - Matérias

Editorial

Edição 25 - Janeiro/Abril 2018

Através desta narrativa, tentarei sintetizar o que vi, vivi e convivi com uma pessoa verdadeiramente admirável, um cidadão exemplar, obviamente um presente de Deus destinado aos pernambucanos. Ele tem nome: Nildo Nery dos Santos. Quem o conheceu, não poderá deixar de reconhecer que foi um agente modelado pela bondade do Altíssimo e, por consequência, verdadeiro patrimônio da justiça e da promoção humana. Por minha parte, procurei desvendar algo que pudesse traçar um paralelo entre sua pessoa e suas obras sociais. Não será exagero compará-lo a uma sinfonia, ou mais ainda a uma orquestra, considerando que, de todas as artes, a música é a que mais enternece, mais aproxima a humanidade com sua linguagem universal, tornando-se um deleite para o espírito. Na aludida orquestra da igualdade e inclusão social, sempre foi um maestro, com sua batuta regendo os garotos tão carentes a orquestrarem seus sonhos. Quem sabe, poderia compará-lo a um instrumento musical, talvez o próprio violino, com suavidade, orientando, conduzindo e alegrando. Mas, a depender da necessidade, tornava-se de imediato um trombone gritando em alto e bom som, em defesa dos fracos e oprimidos. Fundou inúmeras obras sociais, sempre aplicando a justiça aos injustiçados. Idealizou a Olimpíada Criança Cidadã. Esse atleta de Cristo sempre conseguia chegar em primeiro lugar em defesa dos menos afortunados. Um campeão da cidadania, superando o próprio recorde em prol dos oprimidos. Será eternamente aclamado e aplaudido por todos os que tiveram a honra e o privilégio de conviver com o maior incentivador do voluntariado. Ele era o atleta, a orquestra, o maestro, a batuta e os próprios instrumentos: um ser múltiplo, a própria olimpíada, o próprio concerto. Pernambuco vai sentir muito a sua falta. Uma perda irreparável. É aí onde me pergunto: o que faremos sem ele? Seguramente há de permanecer nos acordes da Orquestra Criança Cidadã e vivo estará na Associação Beneficente Criança Cidadã, não só na memória, mas em todos os atos e gestos. Foi um grande legado dirigido para todos esses jovens, o que nos compromete a dar-lhe continuidade. É com profunda saudade que agradeço a dádiva de ter partilhado durante tantos anos nesse serviço voltado aos carentes. O inesquecível desembargador Nildo Nery, patrimônio imortal da promoção humana, mesmo fisicamente ausente, jamais se distanciará da ABCC e de todos nós.

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