Revista Criança Cidadã - Matérias

Talento jovem no Encontro de Música Antiga

Edição 03 - Agosto/Setembro 2010

E os prodígios da Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque continuam se destacando por onde passam. Convidados para participarem do Oitavo Encontro de Música Antiga Recife e Olinda, que aconteceu dos 6 a 11 de agosto, no Mosteiro de São Francisco, em Olinda, alguns dos 13 alunos da Orquestra foram tão bem que acabaram sendo convidados pelos professores para uma apresentação no último dia dos trabalhos.

O evento, organizado pelo Conservatório Pernambucano de Música, foi especialmente dedicado a composições do alemão Bach – um organista do período barroco. Para a professora e maestrina da Orquestra Criança Cidadã, Aline Ananias, os garotos souberam aproveitar, de forma sensacional, tudo o que o curso poderia oferecer. “Aproveitaram até mais do que eu esperava. Na verdade, cada aluno poderia fazer até dois cursos. No entanto, para a gente, foi aberta uma exceção, que foi muito bem aproveitada pelos meninos”, garantiu.

E eles foram além. Os alunos Isaías Tavares e Alexsandro Castro foram convidados para se apresentarem em uma noite onde somente os professores estariam no palco. Ambos tocaram uma peça de Bach, “Branderburg n° 6”, ao lado de outros três companheiros também da Orquestra Criança Cidadã, que compuseram uma orquestra de câmara (ou mini-orquestra). “Levamos cerca de dois meses para aprontar tudo. É uma peça em que a gente mostra a virtuosidade da música clássica. Mostra agilidade. São poucos que a tocam”, disse Isaías. “Foi o nosso primeiro curso com certificado. E foi excelente porque aprendemos com ótimos professores, especialistas mesmo em música barroca”, falou o jovem de 18 anos.

O professor de violino, o francês Xavier Julien-Laferrière, ficou impressionado com a capacidade dos garotos da Orquestra Criança Cidadã. “Fico feliz por poder ajudá-los de alguma forma. Mas já vejo que já estão muito bem preparados. O grupo é realmente muito bom. Acredito que possam seguir uma carreira profissional sem problemas”, garantiu o professor.

A professora paulista Raquel Aranha, que ensinou dança barroca aos garotos, também gostou do desempenho dos meninos. “Os alunos são muito dedicados. Respeitam bastante o professor e são bem atentos a todos os detalhes que passamos. Você vê que eles têm gana em aprender. Isso é satisfatório para a gente”, concluiu Raquel, que dá aulas de Dança Barroca na Universidade Estadual de Campinas.

Confira outras edições