Revista Criança Cidadã - Matérias

Coluna - Um ano de uma nova proposta de comunicação

Edição 22 - Janeiro/Abril 2017

- Carlos Eduardo Amaral (Assessor de comunicação)

Em março de 2016 tive a honra de ser convocado por Dr. Nildo Nery e Dr. Targino para gerenciar a Assessoria de Comunicação da Orquestra Criança Cidadã, após sete anos de coordenação de minha antecessora, Mariane Menezes. Ao assumir o posto, soube da existência da Associação Beneficente Criança Cidadã e que a Assessoria era um setor dela, que tinha como dever cuidar de seus três projetos: a OCC, que demanda 90% de atenção de nossas atividades, devido à projeção pública e à carga de eventos internos e externos que ela organiza ou atende; o Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã, onde se encontra a sede da ABCC, e os Jogos Criança Cidadã, evento sazonal que reúne anualmente escolas da rede pública estadual de ensino e desde 2006 inclui a participação de alunos com deficiência física e em cumprimento de medidas de ressocialização.

Naquele mesmo mês, abrimos processo seletivo para um assistente para nossa equipe. Por gentil concessão de Dr. Nildo e Dr. Targino, sabedores das necessidades da Assessoria, acabamos chamando dois: Felipe Bueno de Andrade – que passou apenas quatro meses conosco até ser aprovado em concurso para oficial da Aeronáutica, mas deixou sua marca com vídeos primorosos que estão no canal do YouTube que inauguramos em 2016 – e Paula Passos, melhor pessoa para receber a imprensa e oferecer treinamento midiático para alunos e funcionários da Orquestra e da ABCC. Além de Felipe, nos despedimos de Devanyse Mendes (Deva), que, após cinco anos de OCC e ABCC, deu lugar a Houldine Nascimento. Paula, Houldine e eu somamo-nos a Tamíz Freitas, lotada no Núcleo do Ipojuca, pela atenção especial que aquela célula da Orquestra requer, e Aline Tavares, competentíssima designer que cuida de toda a parte de criação e diagramação.

A ABCC poderia muito bem optar por contratar uma assessoria de comunicação terceirizada, mas ela é ciente de que, apenas no convívio diário e presencial, as filigranas de uma relação são captadas, o acompanhamento e o diagnóstico são feitos com maior precisão, e as soluções propostas atendem à realidade. Por isso, nesse período de um ano, tivemos a liberdade de propor diversas melhorias na comunicação institucional, interna e externa, dentro de suas mais diferentes funções: assessoria de imprensa; criação e design; publicidade e propaganda; relações públicas; gerenciamento de imagem, e administração de redes sociais. Nessa direção, vieram: a remodelação da Revista Criança Cidadã, da qual já falamos na edição anterior, a reorganização da clipagem, a criação de novos projetos visuais (que abarcou do fardamento ao papel timbrado e aos envelopes da Orquestra, passando pela mascote, Batutinha, e pelos flyers sempre pertinentes e criativos), revisão e atualização de conteúdo, visitas a patrocinadores e apoiadores, produção de material trilíngue, agendamento de cobertura com a produção de eventos e a coordenação pedagógica, novos vídeos institucionais, transmissão ao vivo pelo Facebook, projeto de um futuro cineclube, hotsite especial para a viagem aos Estados Unidos, Cartilha do Aluno OCC e outras tantas ações.

A quantidade de menções na imprensa multiplicou-se, alavancada por quatro momentos de destaque da Orquestra em 2016: o lançamento do álbum gravado em Roma, com Yoko Kubo, no primeiro semestre; o assassinato de Moysés de Barros, dia 02 de agosto; o concerto de 10 anos, dia 02 de setembro; e a presença nos 70 anos da Unicef, em dezembro, que começou a repercutir na imprensa três meses antes do evento. Mas, sem o reconhecimento da sociedade e dos meios de comunicação, não existe sucesso para qualquer assessoria que seja. Em outras palavras, o nome da ABCC e da Orquestra garante o sucesso de nosso trabalho.

Um sonho antigo meu era o de ser assessor de comunicação de uma instituição musical no Recife, posto que eu era crítico de música clássica e queria fazer a transição profissional para a área de comunicação institucional. Acabou que esse sonho se concretizou na Orquestra Criança Cidadã. Mais do que isso: depois da viagem a Nova Iorque, passei a me sentir em família, tendo recebido o sentimento de camaradagem dos meninos e meninas da Orquestra. Registro, por isso, meu obrigado a Dr. Nildo, Dr. Targino, Mariane e a todos os alunos, professores, funcionários, diretores e conselheiros que ajudam no trabalho da Assessoria de Comunicação todos os dias.

Confira outras edições