PROJETOS

Conheça melhor os projetos

A ABCC possui três grandes projetos ligados à inclusão de crianças e jovens de comunidades carentes: O Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã, a Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque e as Olimpíadas Criança Cidadã.

Como meio de divulgação das atividades dos projetos, a ABCC utiliza a Revista Criança Cidadã. Trata-se de uma publicação totalmente gerenciada pela instituição, que, além de trazer informações sobre os projetos, também aborda temas relacionados, como inclusão social, cidadania e música.

De forma a desenvolver suas ações de forma plena, a ABCC participa do Projeto Clarear, da qual também fazem parte o Movimento Pró-Criança, a Organização de Auxílio Fraterno, a Pastoral da Criança e a Fundação Terra.

O financiamento dos projetos do Clarear é feito com recursos oriundos das contribuições mensais realizadas pelos usuários do serviço de energia elétrica por meio da Celpe. O valor de R$ 1,50 cobrado na conta de energia garante a manutenção das atividades das cinco entidades, que também recebem doações de organizações públicas e privadas, além de pessoas físicas.

Saiba mais sobre a Campanha Clarear.

Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã

Com a construção das Vilas Nossa Senhora de Fátima e São Francisco em 2001, no Parque do Caiara, no Cordeiro, Zona Oeste do Recife, para abrigar 24 famílias que viviam na Rua do Imperador, surgiu a ideia de construir, junto às vilas, um espaço de interação sociocultural, denominado Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã. A proposta era não apenas resgatar, mas também oferecer suporte às antigas famílias residentes na Rua do Imperador.

O espaço foi erguido ao longo do ano de 2004, com a construção de uma biblioteca, salas de aulas diversas e um centro de informática. Funcionando desde 2005, o local cresceu e atualmente realiza cursos profissionalizantes para adultos e jovens e atividades psicopedagógicas para crianças, abraçando toda a população do Caiara e de outras comunidades da circunvizinhança.

O Espaço funciona das 8h30 às 16h, de segunda a sexta-feira, e beneficia 100 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, através de atendimento psicossocial, pedagógico e cultural, bem como a jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social.

As atividades voltadas para as crianças e adolescentes do Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã são:

• Reforço escolar (Do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental).
• Atendimento e orientação psicossocial.
• Lanche e refeições.
• Oficina de informática básica (Windows, Word, Excel e Internet).
• Curso de Iniciação Musical – Flauta e Teclado.

Para os jovens e adultos, o Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã tem cursos voltados para a profissionalização, a fim de inseri-los no mercado de trabalho. As atividades realizadas são:

• Curso Corte e Costura.*
• Auxiliar de Cozinha.*
• Kit Festa – Doces e Salgados.*
• Curso Básico de Educação Nutricional e Gastronômica.

*Os referidos cursos são realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC.

Orquestra Criança Cidadã

Em 2005, o juiz de Direito João José Rocha Targino, conselheiro da ABCC, na época, se uniu ao desembargador Nildo Nery na criação de um novo programa social da entidade. O magistrado desejava desenvolver, em uma comunidade carente do Recife, um trabalho voltado essencialmente para a profissionalização de crianças e adolescentes por meio da arte musical. Depois de assistir a uma apresentação musical de um projeto semelhante, Targino procurou o maestro responsável, Cussy de Almeida, para juntos formalizarem a Orquestra Criança Cidadã, que veio a se tornar programa da Associação coordenado pelo juiz.

Em 2006, a Orquestra Criança Cidadã foi inaugurada. Visando à inclusão social e à profissionalização de crianças e adolescentes residentes por meio da música, na comunidade do Coque e, desde 2014, no distrito de Camela, município de Ipojuca, o programa reflete também a realidade da arte erudita no Brasil. A carência de músicos de cordas para a formação e manutenção das orquestras do País deve-se, principalmente, ao longo e complexo aprendizado dos instrumentos. O fato, portanto, assegura um mercado de trabalho em expansão, em que a demanda é significativamente maior do que a oferta.

Atualmente, a Orquestra Criança Cidadã atende a 330 crianças, adolescentes de jovens, de ambos os sexos e de faixa etária entre 4 e 21 anos. No programa, os alunos contam com os seguintes benefícios:

• Aulas de instrumentos de corda clássicos - violino, viola, violoncelo e contrabaixo.
• Aulas de teoria musical, percepção, flauta doce, canto coral e percussão erudita.
• Aulas de inclusão digital e idiomas.
• Reforço escolar.
• Atendimento e orientação psicopedagógica.
• Três refeições diárias.
• Cesta básica mensal.
• Plano de saúde médico e odontológico.

As aulas acontecem de segunda a sábado, durante a manhã e a tarde. Os alunos de cada horário devem obrigatoriamente, para integrarem a Orquestra, estar matriculados em uma escola pública e apresentarem bom rendimento. O beneficiário, que deve também morar na comunidade, enquanto membro da Orquestra, pode ter acesso a cursos e masterclasses promovidos pelo projeto. Para os alunos de maior destaque, frequentemente são oferecidas bolsas de intercâmbio para aperfeiçoamento dos estudos em uma escola de música na Europa.

Por seu pioneirismo e sucesso, a Orquestra Criança Cidadã é reconhecida nacionalmente, atraindo constantemente a atenção da mídia televisiva, impressa, virtual e radiofônica. No Recife, o projeto social é bem quisto por toda a sociedade, que sempre comparece em peso aos espetáculos públicos realizados pelos "Meninos do Coque" e pelos "Meninos do Ipojuca". A Orquestra, inclusive, já foi tema de um documentário longa-metragem. "Sons da Esperança", dirigido por Zelito Viana e produzido por Alfredo Bertini, foi lançado na 16ª edição do Festival do Audiovisual Cine PE, no ano de 2012.

Outro ponto de destaque na trajetória do grupo é a parceria da Orquestra Criança Cidadã com o ex-presidente Lula, que data do ano de 2008. A primeira performance dos Meninos do Coque para o ex-presidente aconteceu em Brasília, no Palácio do Planalto. O grupo já havia se apresentado, no dia anterior, a convite da Secretaria de Comunicação do governo, mas sem a presença do então presidente. Esforços foram despendidos, por parte da coordenação da Orquestra, para que os Meninos conseguissem tocar para Lula com exclusividade, feito alcançado ainda na ocasião da viagem.

O resultado foi uma empatia foi total. Depois da performance, vários outros convites surgiram articulados por Lula. A apresentação no encontro da cúpula dos chefes de estado e governo do Mercosul, América Latina e Caribe, na Costa do Sauípe, na Bahia, ficou marcada na história da Criança Cidadã. Lula mandou o avião presidencial buscar o grupo. Ainda em 2008, o ex-presidente conseguiu uma apresentação da Orquestra no programa televisivo da Rede Globo Domingão do Faustão.

Por último, o ex-presidente cedeu o uso de um terreno da União que fica na frente da sede provisória da Orquestra, localizada no Quartel do Cabanga, no Recife. O terreno, de 1,5 hectare, abrigará a Sala de Concertos Presidente Lula, um moderno teatro aos moldes da Sala São Paulo, que é referência para todo o Brasil, com capacidade para mais de 800 pessoas. O prédio também comportará a Escola de Música Maestro Cussy de Almeida e a sede administrativa da Orquestra Criança Cidadã.

Saiba mais sobre a Orquestra Criança Cidadã.

Olimpíada Criança Cidadã

A Olimpíada Criança Cidadã é uma iniciativa da Associação Beneficente Criança Cidadã realizada duas vezes por ano. Uma edição envolve a rede estadual de ensino, e a outra, a rede municipal.

A Olimpíada, promovidas em parceria com a Secretaria de Educação de Pernambuco e o Tribunal de Justiça do Estado, têm o objetivo de ressocializar crianças e adolescentes que vivem em situação de alto risco social através do esporte.

Todos os participantes são alunos de escolas públicas da Região Metropolitana do Recife que fazem parte do programa Escola Legal, promovido pela Secretaria de Educação do Estado em parceria com a Vara da Infância e Juventude. As instituições de ensino são selecionadas pela localização em regiões de vulnerabilidade e violência. Há disputas em oito modalidades: futebol, vôlei, basquete, handebol, atletismo, queimado, xadrez e damas.