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19/julho/2016

Intercambistas de todo o mundo vivem experiência na ABCC

Parceria com a AIESEC possibilita a interação entre as crianças e estrangeiros

Por Paula Passos
Há quatro anos uma parceria entre a AIESEC e o Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã (ECECC) proporciona aos alunos desse projeto da Associação Beneficente Criança Cidadã uma convivência que cruza as fronteiras do país sem precisar viajar. Intercambistas de todo o mundo fazem trabalho voluntário no Espaço e trocam experiências com as crianças e adolescentes. O convênio veio através de uma pesquisa de mercado desenvolvida pela AIESEC em busca de projetos sociais.

"Apresentamos o nosso portfólio e o ECECC prontamente se mostrou aberto ao diálogo e se interessou pela nossa proposta. Desde então só aprimoramos a parceria e aprofundamos os laços institucionais. Uma organização do porte da ABCC tem um papel fundamental para a cidade e concentra seus esforços na educação complementar de crianças e adolescentes de uma comunidade tão carente", detalha Júlia Menezes, gestora de relacionamento com ONGs para intercâmbios sociais da AIESEC.

Para Júlia, a parceira tem sido positiva. "Os intercambistas entendem que a convivência com uma realidade distinta da deles é a chance de trocar experiências, ao ensinar mais sobre sua própria cultura e estilo de vida de seu país. É possível despertar sonhos nas crianças e adolescentes e possibilita que eles queiram buscar mais conhecimento, entendendo a importância dos estudos e da formação profissional para a vida em sociedade", explica.

Jorge Salvadore, 22, cursa Engenharia Mecânica, no Equador, está de férias e aproveitou pra conhecer uma outra cultura. Luís Mafla, 22, e Paola Muñoz, 21, cursam Engenharia Ambiental, também no Equador e vão ficar seis semanas. "Na primeira semana, estamos analisando as crianças e preparando algumas tarefas de reciclagem", contou Luís. Além dos três, estrangeiros de outras nacionalidades realizam atividades no Espaço. Inglaterra, Malásia, Argentina são algumas delas.

Camila, de 21 anos, estuda Psicologia na Argentina e gostou de como foi recebida pelas crianças: "Eles são muito calorosos, curiosos, perguntam muito sobre nossa vida". Para ela, é importante que haja mais interação entre o espanhol e o português, para que ela possa conhecê-los melhor e abordar também questões sociais, como a relação com as drogas e a violência.

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