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27/abril/2010

Empresas investem em projetos sociais

Instituições ajudam jovens a ingressar no mercado de trabalho

Pela Folha de Pernambuco
São raras as grandes empresas que ainda não promovem algum projeto social. Elas não apenas acham interessante associar a imagem a ações desse tipo, mas acreditam que o desenvolvimento das regiões mais pobres passou a ser rentável. Só em Pernambuco, são mais de 70 empresas associadas ao Instituto Ação Empresarial pela Cidadania. Na última semana, a organização coordenou um congresso sobre o assunto, no qual foram apresentados importantes cases locais e internacionais. Os esforços na região têm estimulado o interesse de jovens e os ajudado a ingressar no mercado de trabalho.

Em um dos programas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco (Sebrae-PE), chamado Forme, o pontapé para uma mudança de vida é dado com base no empreendedorismo. "Levamos o despertar do futuro para os jovens das comunidades, criando uma capacidade empreendedora e ensinando que isto pode ser uma forma de inclusão", resumiu o superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões. A iniciativa tem a parceria da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio) e sempre conta com o apoio de um grupo privado.

"É uma experiência muito boa saber como funciona uma empresa", afirma Regina Kelly, 21 anos, da comunidade Entra Apulso, em Boa Viagem. Lá, a assistência do setor cabe ao Instituto Shopping Recife. O estabelecimento comercial acaba sendo a porta de entrada para o primeiro emprego, a partir do Jovem Aprendiz, projeto que permite aos jovens a passagem por várias áreas de determinada loja. "Mudou minha vida toda e abriu muitas portas. Já passei por setores financeiro e de recursos humanos", diz Ana Paula Barros, 21, cujo bonito sorriso ainda permitiu sonhos maiores. Depois de ter a foto estampada no site do projeto (www.institutoshoppingrecife.org.br), a garota recebeu convites para ensaios fotográficos.

A atividade pode mesmo desenvolver outros dons. Além de estar prestes a ser contratado por uma loja do shopping, Gustavo dos Santos, 18, criou o layout gráfico das camisas usadas na última feira organizada pela instituição. E quem passa pelas capacitações se apega aos cursos, aos professores e ao local. Querem, de fato, crescer na vida.

"Fiquei um mês sem poder ir às aulas e não poderia receber o certificado. Fiquei muito triste, pois estava dando duro, até que consegui modificar os horários", conta Gleidson de Souza, 19, que está trabalhando em uma grande loja de varejo. Não dar certo no ambiente comercial nem sempre é ruim. Silvania Trajano, 30, foi aproveitada como porteira do Instituto, após fazer um treinamento para exercer a profissão. Quase todos eles têm a mesma trajetória: concluem o Forme e iniciam o Jovem Aprendiz.

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