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14/fevereiro/2014

Férias de aprendizagem

Durante um mês e meio os jovens beneficiários dos programas sociais da ABCC participaram de aulas com intercambistas. A iniciativa se deu por meio de uma parceria com a organização global Aiesec

Mariana Albuquerque e Nathallia Fonseca
Os sete intercambistas que ministraram aulas de língua estrangeira (espanhol e inglês) e esportes para as crianças e os adolescentes beneficiários do Espaço Cultural e Esportivo Criança Cidadã e da Orquestra Criança Cidadã, ambos programas sociais da ABCC, receberam, nesta quarta-feira (12), os certificados pelas atividades prestadas. No evento, realizado no Espaço Cultural, no bairro do Cordeiro, professores e alunos trocaram gestos e palavras de agradecimento pela experiência.

As aulas, fruto de parceria com a Aiesec, organização internacional de desenvolvimento de estudantes, tiveram início no dia 6 de janeiro. Para agradecer o aprendizado construído com a ajuda de Christoph Weber (Alemanha), Andreína Facal (Uruguai), Constanza Bustamante (Chile), Cristina Espejo (Peru), Leandro Ruarte, Alejandra Ticó e Sofia Martini (Argentina), as crianças da ABCC fizeram homenagens, com apresentações artísticas relacionadas à cultura materna dos intercambistas.

A demonstração de carinho foi recíproca. Ao serem interrogados sobre a experiência vivenciada, todos os estrangeiros mencionaram as qualidades e o laço afetivo que desenvolveram com seus alunos. “É um intercâmbio mútuo. Nós passamos elementos da língua e carinho, mas eles também nos ensinaram muita coisa”, disse Cristina Espejo, que ministrou aula de inglês na Orquestra Cidadã Meninos do Coque. “Em algumas ONGs, as crianças não têm perspectiva nenhuma de futuro, e aqui a gente percebe que elas têm essa visão. E isso é incrível, ver que, a partir de um instrumento, a criança começa a sonhar com um futuro melhor”, comentou.

Cristina também ressaltou o senso de responsabilidade dos pequenos da ABCC. “Antes de as aulas começarem, perguntamos a eles por que queriam aprender inglês, e a maioria relacionou a aprendizagem da nova língua com a música. Uns diziam ‘quero aprender para quando for para festivais de música conseguir me comunicar’ ou ‘porque quero ser músico e, para minha carreira, é importante’, e até responderam que ajudaria quando fossem procurar um trabalho. É realmente é muito legal ver crianças que provavelmente não teriam muitas oportunidades na vida, por causa de programas assim, terem uma boa perspectiva de futuro”, acrescentou.

Já o alemão Christoph Weber, que veio como professor de esportes para o Espaço Cultural e Esportivo, fez questão de enfatizar seu fascínio pela receptividade dos brasileiros e a forma como foi bem recebido apesar de, ao chegar ao País, ter enfrentado alguns problemas de comunicação. “A melhor parte é encontrar as crianças na rua e ser cumprimentado com alegria e respeito. Os meninos são muito abertos, mesmo que, no início, eu mal falasse português”, disse o intercambista, que pretende permanecer em Pernambuco por mais alguns dias para conhecer o Carnaval do Recife e de Olinda. Weber ainda acrescentou: “No Brasil, são todos muito amáveis”.

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