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11/abril/2010

Lições de informática e de vida para os jovens

Programa Polícia Amiga vai formar neste mês a primeira turma na comunidade

Pelo Diario de Pernambuco
É na comunidade da Ilha do Maruim, onde a menina Kelly Katlyn Giancipoli, 9 anos, foi morta com requintes de crueldade por um vizinho na semana passada, que um grupo de 20 crianças e adolescentes está tendo a oportunidade de sedimentar o desejo de um futuro melhor.

Estão aprendendo informática graças a uma parceria com o Programa Polícia Amiga, da Polícia Militar de Pernambuco. A capacitação é feita pelo soldado do 1º Batalhão Fábio Santos e Silva. Nos dias de folga ele se dispõe em ir à comunidade para ministrar as aulas. A primeira turma vai se formar neste mês. Logo em seguida um outro grupo vai integrar o projeto, que acontece nas dependências do posto de saúde da localidade.

O soldado Fábio Silva, que está há 19 anos na corporação, disse que foi o choro de uma menina, desesperada, pensando que tinha quebrado o computador da mãe, que o estimulou a iniciar o projeto. "Ela pensou que tinha quebrado, quando apenas tinha alterado a configuração. Fui lá, me dispus a ajudar e consertei a máquina. A partir daí, percebi que muitos dos moradores não sabiam manusear um computador e vi que poderia ajudar de alguma forma", contou. A proposta foi levada ao comandante geral da Polícia Militar, coronel José Lopes, que viabilizou a realização da ideia.

Logo no início das aulas havia o medo e a desconfiança de estar diante de um policial. Até porque o soldado dá aula fardado. No entanto, logo os alunos entenderam a verdadeira intenção do projeto: a presença do policial ali era para ajudá-los e não reprimir. Hoje, comemoram as aulas. "Eu não sabia muito sobre informática, mas tinha interesse. Aqui pude aprender. Sei que vai me ajudar a ter um futuro melhor", afirmou Ruan Jackson Serafim, 13 anos. Já Larissa Evelyn Ferreira, também de 13, tinha um pouco de conhecimento em informática, mas está se aprimorando. "É muito importante para mim. Depois que minha irmã viu o que eu tinha aprendido, quer fazer também".

A única condição para poder participar das aulas é que os alunos estejam estudando. "É uma forma de incentivá-los também na escola", ressaltou o soldado Fábio. Assim como na primeira vez, a expectativa do policial é que mais pessoas se inscreva. "Fiz umas 30 fichas para inscrição. Mas tenho há 120 interessados. Acredito que a procura continuará grande", comemora o soldado.

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