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08/outubro/2012

Orquestra Criança Cidadã comemora seis anos de sucesso com muita alegria

Meninos e meninas do Coque, dois grandes maestros e convidados abrilhantaram a Igreja da Madre de Deus, no Recife Antigo

Por Camilla Figueiredo com colaboração de Alef Pontes
Em noite repleta de alegria, a Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, programa da Associação Beneficente Criança Cidadã (ABCC), comemorou seu sexto aniversário com a casa cheia. Na última quinta-feira (4 de outubro), a Igreja da Madre de Deus, no Recife Antigo, foi palco do concerto que celebrou mais um ano de sucesso. O novo maestro assistente da Orquestra, Gustavo de Paco, também foi apresentado na ocasião, somando mais um motivo para o festejo.

Antes de começar a apresentação, Lanfranco Marcelletti, que assumiu a regência do grupo desde 2010, quando o maestro Cussy de Almeida faleceu, fez questão de chamar a atenção do público para o fato de que a primeira peça a ser executada era um arranjo de Inaldo Nascimento, um dos jovens músicos da Orquestra Cidadã. “É muito legal que um dos nossos alunos já tenha interesse, além de competência, para fazer arranjos”, comentou Lanfranco.

Outro destaque do evento foram os solos de Júlio Carlos e Inaldo — sim, ele de novo — no Concerto em SIb Maior, de Vivaldi, e o de João Pedro, que executou um solo de violino na peça Gypsi Aires (Ares Ciganos), de Pablo de Sarasate, e foi aplaudido de pé.

Como em toda festa que se preze, não faltaram (músicos) convidados. No total, oito instrumentos de sopro — duas flautas, dois fagotes, dois clarinetes e dois oboés — somaram-se aos instrumentos de corda e percussão dos meninos do Coque. Roberta Oboé, professora de Oboé do Conservatório Pernambucano de Música (CPM) e oboísta do quinteto de sopros Arrecife, já tocou com Lanfranco no Festival Eleazar de Carvalho, em Fortaleza (CE), e na Orquestra Jovem do Conservatório Pernambucano. Ela se diz que fã do regente. “Lanfranco sabe o que é preciso fazer para tirar o melhor de uma orquestra, e o resultado sempre é fantástico. Para mim, é sempre uma honra ser regida por ele”, completou.

Já o clarinetista Isaías Rafael, também professor do CPM e primeiro do naipe na Orquestra Sinfônica do Recife, já havia tocado com a Orquestra sob a regência de Cussy de Almeida. A novidade da vez foi estar sob a condução de Marcelletti.” Conheço Lanfranco desde a época que ele estudava piano, então é muito gratificante estar aqui hoje. Todo músico gosta de tocar com outros bons músicos, e os meninos da Orquestra têm realizado um bom trabalho, prova de que estão sendo bem orientados”, comentou.

Os comentários da audiência foram os melhores possíveis. Para Elzani Oliveira, 47 anos, que já havia assistido uma apresentação do grupo no Teatro de Santa Isabel, a noite foi particularmente especial. “Adorei o concerto, achei tudo muito bonito. Eu trabalho com crianças em uma escola pública, e é muito gratificante ver um projeto transformar a vida de crianças como a Orquestra faz”, afirmou.

Tatiane Valéria, 31 anos, nunca havia assistido uma apresentação de música erudita antes e revela ter ficado encantada com o concerto da Orquestra Criança Cidadã. “Eu soube do show pela internet e decidi vir conhecer. É impressionante o talento que os garotos têm, sendo tão jovens. A apresentação foi linda, eu sinto que algo mágico aconteceu aqui hoje”, sustentou.

O NOVO MAESTRO ASSISTENTE

Gustavo de Paco, que é argentino radicado na Paraíba há 34 anos e estará à frente da Orquestra enquanto Lanfranco estiver ausente, disse que é impressionante o crescimento dos meninos e meninas da Orquestra de 2008, quando ele tocou no aniversário de dois anos da Orquestra como convidado, para cá. “Regê-los hoje foi como dirigir um carro de Fórmula 1. Depois de (tocarem) Mozart, eles já estavam ‘no ponto’, concentradíssimos. Foi uma alegria muito grande, e vai ser um prazer trabalhar com esses meninos”, disse Paco.

Lanfranco, que já havia tecido uma série de elogios ao novo maestro ao apresentá-lo no início do concerto, estava orgulhoso ao final. “A noite foi fantástica. O trabalho de Paco com os meninos foi incrível. E os seis anos da Orquestra? Que sejam mais 36!”

De fato, não faltam motivos para comemorar. Todos que fazem partem do programa da Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque — professores, funcionários, voluntários, patrocinadores, parceiros e alunos — estão de parabéns pelo trabalho realizado em prol da inclusão social e da cidadania.

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