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13/setembro/2012

Orquestra Criança Cidadã inaugura primeira escola de lutheria de Pernambuco

Escola de Formação de Luthier e Archetier abre novas portas para adolescentes do Coque

Camilla Figueiredo
A Orquestra Criança Cidadã (OCC) inaugurou, no dia 10 de setembro, a primeira Escola de Formação de Luthier e Archetier de Pernambuco e uma das poucas no Brasil. Além de oferecer um curso único de profissionalização no Estado para adolescentes e jovens da comunidade do Coque, a OCC passa também a contribuir com a preservação de um ofício fundamental para qualquer orquestra e já quase extinto em todo o mundo: o do luthier e do archetier.

Para quem nunca ouviu falar de tais profissões, pode-se dizer que o luthier é o responsável pela construção, reparo e manutenção dos instrumentos de corda em si, e o archetier tem as mesmas funções em relação ao arco — a haste com que o músico toca o instrumento. “O arco transmite a vibração do som para o músico. Sem um bom arco, não adianta ter um excelente instrumento em mãos. É como se fosse um meio instrumento”, explica Júlio Rocha, luthier e um dos professores da nova escola.

Representantes de importantes empresas e instituições parceiras da Associação Beneficente Criança Cidadã, ONG gestora da Orquestra Criança Cidadã, prestigiaram a cerimônia de inauguração realizada no Quartel do Cabanga — onde fica a sede da Orquestra. Entre eles, Anderson Gomes, secretário de Educação de Pernambuco, Cláudio Costa, presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e o general Aguiar, comandante da 7ª Região Militar e da 7ª Divisão de Exército.

“Esse projeto abre portas para esses meninos mostrarem a capacidade profissional que possuem”, afirmou Anderson Gomes, que confessou ter aprendido o significado de luthier e de archetier por causa da nova Escola. Juliane Sotero, 16, uma das alunas do curso, gosta de passar o tempo livre tocando violão e já sonha em construir um com as próprias mãos. “O professor Júlio (Rocha) disse que primeiro vamos construir um cavaquinho, e só então um violão. Vai ser a realização de um sonho”, explicou.

Os professores Júlio Rocha, 45, e João Batista, 85, estão satisfeitos com a oportunidade de passar adiante o conhecimento adquirido ao longo da vida para a nova geração e acreditam na força de vontade dos adolescentes. “Espero que eles sejam excelentes profissionais, melhores até do que eu, inclusive”, comentou João.

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