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24/novembro/2011

Reciclar PET é simples e pode fazer parte do dia-a-dia

Há inúmeros materiais que podem ser reciclados. O PET, por exemplo, é 100% reaproveitável e o processo já pode começar dentro de casa com toda a família.

Agência Sing Comunicação de Resultados
A reciclagem de materiais PET tem muitos benefícios. Um deles é a redução do volume de lixo coletado que é removido para aterros sanitários proporcionando melhorias sensíveis no processo de decomposição da matéria orgânica. A economia de energia elétrica e petróleo, a geração de empregos e menor preço para o consumidor de artefatos produzidos com plástico reciclado também são algumas vantagens da reciclagem desse material. Além de ser, aproximadamente, 30% mais baratos do que os mesmos produtos fabricados com matéria-prima virgem.

A introdução da embalagem de PET (polietileno tereftalato), no Brasil, aconteceu em 1988. A ideia gerou benefícios aos consumidores, mas trouxe também o desafio da reciclagem de mais de 200 mil toneladas de lixo descartados diariamente no país. Somente nas regiões metropolitanas são consumidos 6 bilhões de embalagens de PET anualmente, segundo dados do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem. O processo de reciclagem no Brasil é o mecânico, o mais utilizado no mundo, pois requer apenas 30% da energia necessária para a produção de matéria-prima.

A primeira fase do processo de reciclagem é a separação das garrafas PET de acordo com as cores. Os interessados também podem contribuir retirando os rótulos e tampinhas. Durante o processo de reciclagem, que acontece nas cooperativas, depois da separação de cores, os PETs são colocados em uma peneira rotativa para uma lavagem externa, tirando detritos como pedras, terra e poeira. A próxima fase é passar pelo moinho que fará a trituração e, depois, a máquina lavadora que deixará o material limpo para ser armazenado. Após reciclado, o PET se transforma em matéria-prima para vários outros setores da indústria. Roupas esportivas, calçados, mochilas e demais peças do vestuário já são feitas de PET. A indústria automotiva reaproveita a matéria-prima em carpetes, peças para barco, estofamentos, etc. Lojas de móveis também usam o PET reciclado como enchimento de sofás e cadeiras.

Muitos artesãos transformam o PET em novas peças com utilidades totalmente diferentes das que oferecem o produto inicial. Quando esse processo ocorre, é necessário estar atento à forma como essa modificação acontece para não alterar a matéria-prima. “Não devemos, por exemplo, usar colas e vernizes no reaproveitamento do PET, pois como estamos adiando o descarte do material, temos que ter consciência de que mais cedo ou mais tarde o produto que estamos reaproveitando, será reciclado e para passar por esse processo ele precisa estar puro.”, destaca Edna Zerbeto, artesã. Se ao transformar uma garrafa PET em um porta-chave, por exemplo, você envernizá-lo, estará inviabilizando a reciclagem do material futuramente, finaliza Edna.

A atenção com o processo de reciclagem acontece desde o momento da compra. O consumidor precisa ser consciente e comprar aquilo que realmente precisa e, se possível, dar preferência aos produtos contidos em embalagens recicláveis.

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