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02/setembro/2011

Mortalidade infantil em filhos de mães adolescentes é destaque em estudo

Ana Drummond Guerra - Visão Mundial

Todos os dias, nove crianças, filhas de mães adolescentes, morrem antes
de completar um ano de idade. Esses bebês representam 20% do total de
mortes infantis,por causas completamente evitáveis, em todo o país.

Esses e outros dados foram revelados pelo Estudo sobre as Políticas
Públicas de proteção à saúde infantil e materna no Brasil: um olhar
especial para os filhos de mães adolescentes, realizado pela
organização não-governamental Visão Mundial. O estudo será lançado na
próxima segunda-feira, dia 5, às 16h no Cinema da Fundação Joaquim
Nabuco, localizado no bairro do Derby, em Recife (PE).

O estudo traz ainda informações acerca do atendimento à saúde materno-
infantil no país e fornece subsídios ao debate sobre possíveis
maneiras de se combater a mortalidade infantil e materna no Brasil,
focando na maternidade na adolescência. A pesquisa foi feita por meio
de análise documental a partir de publicações oficiais (dentre elas o
DATASUS e SIGPLAN), apresentando um acompanhamento das Metas do
Milênio, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), e uma
análise situacional entre os anos de 1990 e 2010.

A pesquisa faz parte dos esforços da campanha da Visão Mundial Saúde
para as Crianças, e pretende contribuir para a redução da
mortalidade infantil e materna com foco na adolescência no Brasil. Sua
meta é engajar líderes governamentais e sociedade civil na priorização
de ações e decisões que diretamente diminuam a mortalidade nesse
público até 2015. Os esforços estão alinhados às metas 4 e 5 das Metas
do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) – reduzir em 2/3 a
mortalidade infantil e promover a saúde materna, respectivamente.

Esta campanha tem como parceiros a Sociedade Brasileira de Pediatria
(SBP), Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(FNDCA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Outras instituições como o Instituto
Marista de Solidariedade, Instituto de Zero a Seis (ZAS)e
Superintendência de Políticas para a Criança e o Adolescente da
Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos de
Alagoas, também colaboram com a pesquisa.

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